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14.7.13

CADA MINUTO






Cada minuto à tua beira
me recompensa da sorte azeda,
da chuva pesada, do frio nos ossos.
Cada minuto à tua beira
é todo o tempo à beira-mar.

Longe de ti recordo ainda
cada minuto à tua beira
e enlouquecido bebo a noite
cada minuto à tua beira,

tu que te chamas guitarra, poço,
brancura de lençol, brisa, domingo,

tu que me dás serenamente
(a mim que sempre o espero doidamente)
cada minuto à tua beira.


in: CUIDAR DOS VIVOS, Fernando Assis Pacheco
Foto: J Moedas Duarte, Foz do Lizandro, a sul da Ericeira