9.9.06

Museu Municipal Leonel Trindade - Torres Vedras






O tempo dos museus como lugares bafientos já lá vai. Hoje vai-se ao museu para passear, para ver coisas bonitas e diferentes. As exposições não ficam paradas no tempo, renovam-se. Alguns até têm bar com jornais e revistas.

Antigamente:
- Já visitaste o Museu Municipal?
- Fui lá há três anos... aquilo é sempre a mesma coisa...

Agora:
-Não percas a nova exposição do Museu!
-Já abriu?
-Vai ser inaugurada em 22 de Setembro. Fui lá espreitar, acho que vale a pena. É sobre o castro do Zambujal, apresentado de uma forma muito sugestiva. A exposição apela à participação activa dos visitantes.

3 comentários:

avelaneiraflorida disse...

Um museu precisa de vida mesmo que viva de memórias retiradas do pó!
Vamos todos à Exposição dia 22!
Mas iremos depois...continuaremos a ir, para que ele não fique sufocado em si!

Anónimo disse...

Fique atento! O Museu de Torres Vedras está em processo de destruição irreversível. Não vá em cantigas e mantenha os olhos bem abertos... Espere e verá!

J. Moedas Duarte disse...

É triste ser-se anónimo por opção, revela medo, talvez cobardia... Mas... não quero julgar ninguém.

Claro, percebo o ponto de vista deste "anónimo": desde há muito que a Câmara de T. Vedras alimenta a confusão de competências na área cultural. Isto não é de agora, é muito antigo.
Veja-se: havendo uma Directora do Museu não se percebe que a exposição sobre o castro do Zambujal não tenha tido a sua participação integral. Estarei enganado? É que ouvi uns zum-zuns...
E já gora: o que vai ser feito da parte epigráfica romana? Vai ficar enterrada em esferovite durante anos, até ser de novo "descoberta" numa camapanha arqueológica?
Outro exemplo: quem "manda" nas edições de livros que a Câmara apoia? Parece haver confusão de competência também nesta área.

O meu post sobre o Museu teve como única motivação o facto de a exposição agora inaugurada representar uma inovação. E tudo o que seja inovar museus é bem vindo - em princípio, claro, e desde que se salvaguardem os espólios existentes.