11.4.07

A licenciatura...





Há muita gente que começa a estar farta desta história. Por mim também estou.

Há que fazer perguntas. Quem está interessado nessa tal história?


Trancrevo um texto que encontrei na blogosfera, ( O JUMENTO ). Parece-me oportuno...


«Se há dois anos que alguns andavam a tentar suscitar dúvidas em torno da licenciatura de José Sócrates e nada de novo saiu durante esse tempo, porque motivo só agora o Público e o Expresso se interessaram sobre o tema? Se Sócrates não fez nenhuma cadeira durante este período o que mudou naqueles jornais para abordarem o tema?


Se a decisão e a escolha da localização do novo aeroporto foram decisões de um governo em que Marques Mendes era ministro e nunca se lhe conheceu qualquer opinião divergente em relação aos chefes que teve e entretanto não houve nenhum cataclismo que alterasse a morfologia dos terrenos da Ota o que levou o líder do PSD a tomar agora a iniciativa de lançar as dúvidas sobre a Ota, começando por envolver o Presidente da República nesta manobra?


É evidente que a licenciatura de Sócrates não lhe daria acesso a um doutoramento no MIT que ele tanto admira mas daí a pensar que o primeiro-ministro copiou no exame ou pediu a alguém que assinasse o livro de termos vai uma grande distância, mesmo nas universidades tidas por mais sérias o difícil é entrar, sair com o canudo é uma questão de tempo. Não sei porque motivo Sócrates optou pela Independente, imagino quais possam ser os motivos mas não me parecem relevantes, mas depois de ver tanto burro com canudo não me parece que Sócrates fosse idiota ao ponto de fazer uma falcatrua só por uma ou duas cadeiras.


Quanto ao novo aeroporto não tenho dúvidas de que é necessário, de que terá que ser construído em qualquer lado, que não vai ficar à borla, que não há nenhum terreno vocacionado para a construção de aeroportos, que onde quer que fique vai ficar longe da casa de alguém, eu quaisquer que seja o local onde seja construído vão haver beneficiados e que não faltarão engenheiros doutorados nas melhores escolas para chumbar qualquer localização.Então porque razão o país quase içou de pernas para o ar?


Coincidência ou não o jornal Público pertence a Belmiro de Azevedo, um empresário que ficou zangado com o Governo porque este não lhe estendeu o tapete na PT, coincidência ou não Belmiro de Azevedo, assim como Ricardo Salgado, teria muito a ganhar com uma localização do aeroporto a sul do TJ pois é nessa região que se localizam os seus investimentos políticos. Coincidência ou não o mesmo Marques Mendes que tentou relançar o debate da Ota foi o mesmo que poucos dias depois falou da privatização da RTP, coincidência ou não o número um do PSD é o dono do grupo empresarial que mais ganharia com a privatização da RTP, coincidência ou não pinto Balsemão é o dono do Expresso, o jornal que dias depois do Público lançou achas na fogueira da licenciatura de Sócrates com a SIC e a SIC Notícias da atribuir um destaque permanente ao assunto.


É evidente que são apenas coincidências, quem tem protagonizado os debates são jornalistas e engenheiros, só que muitos dos jornalistas que ouço por aí, para além de serem empregados exemplares de Pinto Balsemão ou de Belmiro de Azevedo, estão muito longe do meu conceito de jornalista sério e independente, da mesma forma que são raros os professores de engenharia que se limitam a dar aulas e não trabalham ou não desejem trabalhar para grandes grupos empresariais da construção.


Há qualquer coisa que não bate certo no meio disto tudo. Acho que as questões da localização da Ota ou a licenciatura de Sócrates devem ser discutida, mas seria uma grnade ingenuidade pensarmos que é apenas isso que está em causa. Esperemos para ver quem serão os "otários" no meio de todo este nevoeiro.»

2 comentários:

Anónimo disse...

Cá por mim estão mas é a querer transformar-nos todos em jumentinhos entretidos...

JMD disse...

Provavelmente... embora eu não partilhe muito a referência ao "Sujeito Indeterminado" ( "estão": quem, concretamente? Corresponde ao "eles" da frase que todos usamos muito: « Eles são todos iguais... prometem mas não fazem...» Etc. )